LEI NATURAL versus LEI MARITIMA

A quem pertence a tua vida?Quem é o teu dono?A maioria da população instintivamente responde: » Eu sou dono de mim mesmo».O que significa ser dono de algo?O que significa dizer que és dono de ti mesmo?Significa que tu, e só tu, tens o direito de decidir o que fazer com os teus bens, com o teu corpo, a tua mente, o teu tempo, a tua energia.Se outro tem esse direito então ele é o teu dono e tu o seu escravo.És escravo de alguém?Pagas impostos? (tributos/escravo >Agência tributária)Sentes-te obrigado a obedecer a tudo o que os políticos decidem chamar lei?E através das chamadas regulaçōes e legislaçōes deixas que te confisquem o que produzes?
LEIUm mal entendido entre a população é que lei significa legalidade ou ilegalidade. Isso nada tem a ver com a Lei.A Lei não procede do homem, procede da ordem da criação, homens, animais, plantas não podem intervir, são submetidos às leis independentemente de acreditarem nelas ou não. As crenças não têm aqui lugar.Por exemplo: a lei da gravidade é imposta a todos, quer acreditem nela ou não. Assim estamos perante a Lei.
O que faz o outro tipo de «lei» são regras, contratos.

FRAUDE
Como se conseguiu tirar a todos os seres humanos os seus direitos inalienáveis?
A fraude começa com a manipulação mágica da linguagem, a normalizaçāo da palavra pessoa para designar os seres humanos.Pessoa: «Organização de pessoas ou de pessoas e bens a que o direito reconhece capacidade para ser sujeito de direitos e obrigaçōes como as corporaçōes, associaçōes, sociedades e fundaçōes». Daí a distinção básica entre pessoa física e pessoa jurídica que nasce da Filosofia do Direito da «Escola de Salamanca» no Séc: XVI. Não obstante, o tratamento jurídico do termo deriva da sua codificação legal no mundo anglo-saxão, cuja principal referência é o «Black’s Law Dictionary» o dicionário de direito Black.A origem do termo «pessoa» provém do teatro grego antigo, em que se designava a máscara que cobria o rosto dos actores, através da qual a sua voz era projectada (per-sonare). Ou seja, seria uma máscara que finge ser o que não é (uma personagem).Portanto «Pessoa» é um duplicado legal do humano «reduzido à dimensão de mercadoria escrava pela transição (na demencial codificação que a lei faz do parto) -que a mãe realiza.Ao «rebentar as aguas», um ser humano é «despejado». Interpretado como uma embarcação, o recém-nascido está desde esse momento, sujeito à Lei MarÍtima em termos de «coisa», matéria «útil».  E porquê não se lhe aplica a Lei da Terra?Porque a «Terra» é a mãe, que ao entregar pela sua mão o bebé ao pessoal do hospital está a fazer inadvertidamente uma renúncia daquilo que a partir desse momento vai ser uma propriedade pendente de reclamação.O Certificado de nascimento codifica a atribuição de propriedade ao Estado, quando os pais voluntariamente cedem o seu filho em vez de reclamá-lo.Quando um barco atraca num porto, de acordo com o Código Uniforme de Comércio, o capitão preenche um certificado de manifesto de carga. O certificado especifica a identidade e os elementos do barco.

O certificado de nascimento, um documento absolutamente absurdo na sua essência, já que faz fé de algo que é óbvio – que um ser humano nasceu vivo – é na realidade, a chave do regime de escravidão em que nos encontramos.

De facto, é um certificado de morte já que estabelece a propriedade sobre a pessoa, que fica registada, documentada e submetida a uma ficção jurídica – a ilusão de ser uma entidade mercantil, uma corporação sobre a qual o Estado cria uma expectativa de benefício – que se mantém até que se certifica o fim da sua existência.

Nunca te perguntas-te porquê os teus documentos de identidade estão escritos em maiúsculas?

Essa corporação cria-se com o mesmo nome que temos, mas para diferenciá-lo da pessoa natural escrever-se-á sempre com LETRAS MAIÚSCULAS. A figura jurídica que rege esta duplicação chama-se «capitis diminutio maxima» : as letras maiúsculas reduzem ao máximo a pessoa, substituem-a por uma entidade morta submetida ao Estado, carente de direitos e de propriedades. Esta entidade fictícia é um escravo, que aceitas ser desde o momento que fazes um contrato com ELES (escravidão por consentimento). Só mediante o contrato se entra na ficção legal que nos retira da esfera do privado, onde somos seres genuínos, regidos pelo direito natural e dotados de direitos naturais, para transportar-nos à esfera pública, onde somos mercadorias governadas pela Lei Marítima que rege o comércio.

«O Duplo tu», a pessoa FICTíCIA é criada usando o nosso certificado de nascimento como MCO (Manufacturer’s Certificate of Origin) e o país no qual nascemos como «porto de entrada». Isto dá ao governo uma PESSOA fictícia, (o Straw-man ou homem de palha) com quem trata directamente.
Cada certificado de nascimento transforma-se num bônus ou acção registada na Bolsa de Valores de Nova Iorque. O número de registo é o número escrito a vermelho no certificado, que nos converte em propriedade de um banco. Cada pessoa é um respaldo ou uma garantia de que o governo pagará a sua divida externa.

A ficção da pessoa jurídica, o «duplo tu» , confirma-se com cada acto administrativo, contrato ou licença que o titular da ficção subscreve. Ao assinar qualquer documento legal, em que a pessoa é identificada como seu nome em LETRAS MAIÚSCULAS, renunciamos aos direitos que nos assistem como seres naturais.

O ser humano genuíno não é a pessoa. Só a denominação «pessoa natural» nos remete a un ser vivo.Quando a pessoa natural é substituída pela pessoa jurídica, a aceitaçāo do nome implica submeter-se ao sistema. Quem regista uma propriedade no seu nome converte-se automáticamente em guardião dessa propriedade, não no seu proprietário, pois o nome não identifica a pessoa natural mas sim uma corporação submetida ao verdadeiro titular. Mas há mais: o uso do que tu chamas o teu nome – que não é teu – é de facto uma fraude, o uso de uma propriedade alheia. Tudo o que está registado com o teu nome pertence na realidade ao dono desse nome.

Teresa Silva